terça-feira, 12 de novembro de 2019

O que é consórcio imobiliário? E como funciona?


Apesar de o financiamento ainda ser a modalidade de pagamento mais popular, outras opções despontam como saídas para quem deseja comprar um imóvel. Um exemplo é o consórcio imobiliário, que tem se consolidado como a escolha de muitas pessoas que querem adquirir uma casa, apartamento ou terreno.
Os números comprovam esse movimento. Entre janeiro e abril deste ano, houve um aumento de 20,3% nas vendas de novas cotas de consórcios para imóveis, em relação ao mesmo período de 2018, passando de 76,5 mil para 92 mil. Já o volume de créditos comercializado subiu de R$ 10,32 bilhões para R$ 13,31 bilhões entre um ano e outro, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

O consórcio é uma forma de investimento e pode ser o caminho para a realização do sonho da casa própria, saiba o que é e como ele funciona.

Tempo

A finalidade do financiamento e do consórcio é a mesma: obter recursos para adquirir um bem. Porém, os métodos utilizados para que isso aconteça são os elementos que os diferenciam, e a principal divergência está no tempo que o comprador deve aguardar para ter o imóvel para si.
“No financiamento, o cliente tem a opção de tomar recursos do banco e, com eles, faz a aquisição do bem que deseja, mas com total credibilidade temporal. Ele escolhe o imóvel, paga o sinal, vai no banco e quita, por isso ele paga juros maiores“, explica Ateniense Júnior, sócio-diretor da Direct Empreendimentos Imobiliários.
Já no consórcio, por sua vez, não há uma previsão da data em que o recurso ficará disponível para a compra do imóvel. “O cliente participa de um grupo e faz a contribuição mensal. Esse grupo determina o número de cartas de crédito que serão disponibilizadas por mês e viabiliza o sonho da casa própria de cada membro, mas não tem tempo determinado para isso acontecer, porque não há verba disponível para todo mundo ao mesmo tempo. Por isso traz uma indefinição quanto ao tempo que vai levar”, acrescenta.
Orçamento
O consórcio também é importante por garantir que a quantia mensal paga nas cotas seja revertida para a aquisição de um imóvel e não gasta em outra finalidade. Além disso, as cotas costumam ser em valores que cabem no orçamento familiar, tornando-se, assim, uma forma válida de planejamento.
“Com a carta de crédito, pode fazer a aquisição de um imóvel novo ou usado, pode ser para uma reforma, para um terreno, quitação de um financiamento imobiliário, entre outros. Ela é flexível e permite o uso dos recursos de várias formas”, pontua.
Taxas
O consórcio desponta como uma ótima forma de poupar, já que as parcelas são planejadas para caber no orçamento. Além disso, o cliente acaba pagando taxas de juros menores ao longo do período.
“Apesar de não tirar o recurso no tempo certo, como no financiamento, o consórcio imobiliário tem um custo financeiro menor. O cliente paga uma taxa de administração, que fica entre 12% e 22% ao longo do período inteiro do consórcio. Se for de 60 meses, por exemplo, vai pagar essa taxa neste período. Já no financiamento paga uma taxa parecida só que ao ano, o mercado tem praticado agora uma taxa média de 9,5% ao ano”, ressalta.

Contemplados
Com o pagamento da cota mensal, existem três formas de ser contemplado no consórcio imobiliário. Por ser feito entre as pessoas que pagam as cotas mensais, o sorteio costuma ser a mais comum, porém, para quem consegue poupar uma verba maior ou tem disponibilidade de mais dinheiro do que a cota mensal, existem outras maneiras de ser contemplado.
“Além do sorteio, existe o lance fixo com um percentual determinado por cada consórcio e ainda o lance livre, que serve para quem está com maior disponibilidade de caixa, que quer ser contemplado mais rápido. Esta serve para as pessoas que têm valor maior do que o obrigatório”, detalha o sócio-diretor da Direct Empreendimentos Imobiliários.
Credibilidade
Antes de entrar no consórcio imobiliário, é fundamental que o cliente confira os dados da administradora junto ao Banco Central, que é o órgão responsável pelo regulamento desse tipo de sistema. “É importante procurar uma imobiliária que tenha esse produto no portfólio ou que tenha alguma empresa de consórcio credenciada parceira. Existem boas empresas e outras não tão boas, que cobram taxas maiores, então é importante pegar informações”, conclui.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Vai comprar um imóvel? Entenda os índices financeiros


Na hora de adquirir um imóvel, além do cuidado com o contrato de compra e venda, há a necessidade de compreender os índices financeiros que serão aplicados. Indicadores financeiros são elementos que representam uma análise da situação financeira de determinada categoria, levando em consideração fatores que a influenciam.
Índice de correção é o indicador ajustado no contrato para atualização monetária dos valores entre a data da sua assinatura e o vencimento das parcelas.
Veja abaixo alguns índices importantes que precisam ser observados:

CUB
O Custo Unitário Básico da Construção Civil é um dos mais específicos índices para atualizar os contratos de imóveis que se encontram em fase de construção.
Principal indicador do setor da construção, o CUB é calculado mensalmente pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil de todo o País.
Determina o custo global da obra para fins de cumprimento do estabelecido na lei de incorporação de edificações habitacionais em condomínio, assegurando aos compradores em potencial um parâmetro comparativo à realidade dos custos.
A variação percentual mensal do CUB tem servido como mecanismo de reajuste de preços em contratos de compra de apartamentos em construção e até mesmo como índice setorial.
Surgiu com a previsão do artigo 54 da lei 4.591 (Lei de condomínios edilícios e Incorporações) que dispõe sobre a obrigação dos sindicatos da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON) divulgarem mensalmente os custos unitários da construção civil, levando em consideração os valores de materiais e mão-de-obra, despesas administrativas e equipamentos, como dispõe a NBR 12.721.
O referido índice é calculado separadamente por estado.
INCC
O Índice Nacional de Custo da Construção estima a evolução dos custos de construções habitacionais. É usualmente utilizado para correção dos contratos de aquisição de imóveis, aplicado durante o período de construção.
Foi criado pela Fundação Getúlio Vargas com o objetivo de medir o aumento ou queda nos custos de construções habitacionais no Brasil. Ele foi o primeiro índice oficial de custo da construção civil.
O INCC é calculado com base nos preços pesquisados nas capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.
IGP-M 
O Índice Geral de Preço é usualmente utilizado para correção dos contratos de aquisição de imóveis e contratos de locação, aplicado sobre as parcelas com vencimento após o período de obras do empreendimento e que sejam devidas diretamente à incorporadora, conforme previsto no respectivo compromisso de compra e venda. O IGP-M é calculado pela FGV e divulgado no final de cada mês.
Os contratos de locação de imóveis, sejam eles residenciais ou comerciais, possuem cláusulas de reajuste monetário anual. O proprietário do imóvel deve perceber que o percentual utilizado para a correção é aquele acumulado nos últimos 12 meses e não o percentual disponibilizado na coluna “índice do mês”.
Vale lembrar que consultar um advogado especialista em direito imobiliário sobre quais índices de reajuste serão aplicados é fundamental antes da assinatura de qualquer contrato de compra.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Saiba o que é amortização de financiamento imobiliário


Abater parcelas é um direito do cliente, garantido pelo Código de Defesa do Consumidor

Quando se compra um imóvel por financiamento, o banco dá o valor à vista e o cliente tem um prazo para pagar, de forma parcelada, com acréscimo de juros e outros encargos diluídos no período combinado. Amortização do financiamento imobiliário nada mais é do que a quitação antecipada de parcelas.
A instituição financeira receberá dinheiro antes do prazo combinado e vai retirar do montante final, incluindo parte dos juros. “É possível amortizar o financiamento mediante redução do valor das parcelas ou diminuição do prazo total, mantendo o valor das parcelas. Pode ser utilizado o saldo do FGTS, o que é permitido a cada dois anos”, afirma o advogado Donald Donadio Domingues, especialista em Direito Imobiliário.

Gerente comercial da CIPA – Negócios Imobiliários, Gustavo Vianna explica que em qualquer tipo de operação de empréstimo ou financiamento existem algumas formas possíveis para se efetuar o pagamento da dívida, conhecidas como sistemas de amortização.
Uma delas é por meio da Tabela SAC. A modalidade de parcela atualizada é a mais comum. O saldo devedor vai sendo reajustado pela Taxa Referencial (TR). Pela SAC, as prestações começam mais altas e vão diminuindo no decorrer do contrato. Já a Tabela Price é usada para os sistemas de parcelas fixas, as taxas são mais altas porque não há correção.
Vianna lembra que cada financiamento tem sua conta, e o resultado da amortização vai variar dependendo do valor antecipado e tempo que ainda resta para pagamento. “Se pensarmos somente nos juros que vamos deixar de pagar, vale a pena. Mas para ver se haverá uma economia real, o indicado é consultar um especialista“, pondera o gerente.
Donald Domingues enfatiza que a amortização é um direito do cliente, garantido no Código de Defesa do Consumidor. “É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos. Portanto, o banco não pode recusar a amortização”.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Vale a pena comprar um apartamento pequeno?


Adquirir um imóvel é um momento importante e que sempre gera diversas dúvidas. Afinal, todo mundo quer escolher o melhor lugar para morar, e há muitas características que precisam ser avaliadas antes de fechar negócio.
A localização, a segurança do bairro e a qualidade do acabamento são apenas alguns dos critérios que precisam ser observados. Outra dúvida muito comum está relacionada ao tamanho dos imóveis: será que é interessante investir em um apartamento pequeno?
Ao contrário do que acontecia antigamente, a maioria dos empreendimentos modernos, principalmente nas grandes cidades, são mais compactos. Se você morou em uma propriedade grande a vida toda, pode ter se assustado ao se deparar com tantos anúncios de apartamentos de 45-50 metros quadrados, ou medidas próximas a essas.
Neste post vamos falar sobre as principais vantagens e desvantagens de escolher um apartamento pequeno. Confira!

Vantagens de comprar um apartamento pequeno

Para muitas pessoas, ter um imóvel grande é sinônimo de morar bem. Entretanto, como veremos a seguir, uma propriedade compacta também pode trazer diversos benefícios aos seus moradores.

Preço

Como você sabe, comprar um imóvel exige alto investimento financeiro e é preciso ter certeza de que a propriedade cabe no seu bolso. É importante considerar, se for o caso, o valor das prestações do financiamento imobiliário, o valor do condomínio, do IPTU, entre outras despesas.
O preço do imóvel é uma das maiores vantagens quando falamos em apartamentos compactos. Geralmente, eles são muito mais baratos que os imóveis maiores na mesma região da cidade. Além disso, esse tipo de empreendimento favorece a redução do consumo de água e de energia elétrica, custos fixos extremamente relevantes para o orçamento doméstico.

Limpeza

Manter a casa limpa e organizada é fundamental para a qualidade de vida dos moradores. Se o apartamento é menor, será necessário menos tempo (e produtos de limpeza) para atingir esse objetivo. Isso sem contar que, com menos espaço, é muito mais difícil acumular objetos inúteis, o que favorece a organização.

Decoração

A decoração é importante para conseguir transmitir a personalidade dos moradores no ambiente e deixar o lar mais aconchegante. Em espaços compactos, pode fazer toda a diferença sem que você precise gastar muito dinheiro. É comum a necessidade de adquirir móveis planejados, que deixam o espaço mais funcional e elegante.

Localização

A localização é um dos fatores mais relevantes na hora de escolher o imóvel. Muitas vezes, os proprietários optam por regiões mais afastadas das suas zonas de interesse por conta do preço elevado das propriedades. Dessa forma, o tamanho pequeno pode ser compensado por uma excelente localização.

Praticidade

A rotina da maioria das pessoas é extremamente agitada, por isso, é natural buscar mais praticidade para dar conta de tudo. Com menos espaço, fica mais fácil transitar pelos cômodos da casa e encontrar os objetos no dia a dia. Além disso, qualquer mudança, seja para outra residência ou apenas para trocar os móveis de lugar, se torna menos complicada.

Conforto

O apartamento compacto é mais intimista e, com a ajuda da decoração certa, pode se tornar um lugar bastante acolhedor. O espaço reduzido também favorece a interação entre os moradores e convidados, o que pode tornar a rotina e os encontros mais agradáveis. A necessidade de equipar menos cômodos pode ser um incentivo para investir mais na qualidade dos itens e, consequentemente, no conforto do lar.

Segurança

Ninguém gosta de viver com medo dentro da sua própria casa, não é mesmo? Por isso, a segurança é algo que também precisa nortear a escolha do imóvel. A maioria dos apartamentos pequenos faz parte de condomínio novos, que geralmente têm portaria 24 horas e outros aparatos de segurança, como câmeras e portões eletrônicos.

Desvantagens de comprar um apartamento pequeno

Como tudo na vida, viver em um apartamento menor também tem as suas desvantagens. É sobre isso que vamos tratar agora.

Espaço

A falta de espaço também tende a trazer alguns problemas para o dia a dia. Receber um grande número de amigos ou familiares em casa, por exemplo, pode não ser confortável. Se a família tem ou pretende ter muitos móveis e objetos, o apartamento compacto pode não comportar tudo isso de forma adequada.

Animais de estimação

Como você sabe, alguns animais de estimação precisam de bastante área livre para viverem saudáveis. Isso também precisa ser levado em consideração antes da compra de um imóvel com dimensões reduzidas.

Filhos

Apartamentos pequenos são ideais para famílias pequenas. Se, por exemplo, um casal tem ou pretende ter muitos filhos, a falta de espaço pode se tornar um problema. É interessante ter certeza de que haverá dormitórios suficientes para acomodar todos confortavelmente.

Plantas

Além de embelezar o ambiente, as plantas melhoram o clima e a saúde dos moradores. É possível ter flores e folhagens em locais pequenos, entretanto, essa missão fica um pouco mais difícil. Afinal, algumas espécies crescem e precisam de mais espaço. Nesse caso, seria preciso selecionar e limitar de forma adequada o número de plantas da casa.

Dicas para decidir sobre o tamanho ideal

Agora que você já viu as principais vantagens e desvantagens do apartamento pequeno, deve estar se perguntando como decidir se ele é ou não ideal para a sua família. Nesse caso, não existe outra maneira a não ser analisar o perfil dos moradores e as expectativas em relação ao apartamento.
Se a ideia é aumentar a família em breve e ter animais de estimação, por exemplo, talvez seja necessário um imóvel maior. Agora, se o objetivo é comprar um apartamento barato, com uma boa localização e que seja prático de cuidar, um imóvel pequeno pode ser ideal.
Em resumo, veja quais são os pontos a serem analisados:
  • tamanho da família;
  • planos para o futuro;
  • estilo de vida;
  • orçamento disponível.
Escolher as características do novo endereço é um passo muito importante e que impacta diretamente na qualidade de vida dos moradores. A decisão sobre apartamento pequeno fica muito mais fácil com ajuda profissional. Nessas situações, o corretor de imóveis saberá orientar da maneira correta e vai analisar todos os aspectos para encontrar o melhor imóvel.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Veja como a tecnologia ajuda você a encontrar o imóvel ideal



Pela internet é possível saber todos os detalhes do local, ver fotos, vídeos e até fazer um tour virtual pelos cômodos.


Ninguém precisa andar quilômetros para ver uma casa ou apartamento. As visitas se tornaram cada vez mais raras e o interessado só costuma ir ao local para fechar negócio. Isso porque a tecnologia ajuda você a encontrar o imóvel ideal sem sair da frente do celular ou computador. Bastam alguns cliques.
A internet trouxe agilidade e proximidade entre imóvel e potencial comprador ou locatário. E as empresas estão profissionalizando cada vez mais sites e aplicativos, oferecendo ferramentas digitais que melhoram a navegação.
Além das explicações em texto, são comuns fotos e vídeos em alta resolução e um tour pela futura casa de forma virtual. Não à toa, as grandes imobiliárias criaram setores específicos para atendimento online.
“Os anúncios têm ficado cada vez melhores, com fotos, vídeos e tour virtual pelos imóveis, além de informações de localização, metragem, preço, custos de condomínio e IPTU, detalhes de acabamento e lazer do condomínio. Com essas ferramentas, a pessoa pode filtrar melhor as opções”, diz o corretor de imóveis e empresário do ramo imobiliário Vincenzo Russo.

Diego Ramos, especialista em tecnologia e fotografia para o mercado imobiliário e palestrante da PSIU Comunicação e Eventos, diz que a informação visual tem muita força no setor. “Quando a pessoa separa cinco minutos para olhar anúncios na internet, ela precisa ver fotos excelentes e de uma maneira rápida”, explica ele.
Para Russo, a tecnologia ajuda você a encontrar o imóvel ideal porque as ferramentas à disposição tornam o processo de busca mais assertivo. “O comprador pode otimizar o tempo visitando aqueles imóveis que realmente interessam”.
Não faz mais sentido para o cliente ir fisicamente no imóvel sem ter visto algo dele antes, ressalta Ramos. “Com um clique em seu smartphone, ele pode acessar todos os imóveis da sua região, filtrando exatamente o perfil que busca“.

Realidade virtual ajuda você a encontrar o imóvel ideal

A tecnologia ajuda você a encontrar o imóvel ideal também por meio da realidade virtual, usada por muitas construtoras para imóveis ainda na planta. O cliente coloca óculos interligados a computadores, observa e anda pelo apartamento como se ele já existisse.
Com esse avanço, é possível enxergar detalhes do projeto e até personalizar ambientes, facilitando o processo de decisão. “Temos na imobiliária, caso o cliente queira conhecer os imóveis virtualmente antes de visitá-los. Realmente você tem a sensação de estar no imóvel e pode tirar várias dúvidas”, detalha Vincenzo Russo.
Diego Ramos acredita que a tecnologia multiplica as possibilidades de vendas. “Qualidade de imagens e relacionamento próximo do corretor de imóveis completam um caminho eficaz para os novos negócios”.

Fonte: Zap Imóveis

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Saiba as informações importantes para quem quer comprar um imóvel


Levando em conta que o financiamento de um imóvel pode levar 15, muitas vezes 30 anos, é preciso considerar aspectos a longo prazo na hora de escolher o lugar onde você passará boa parte da vida.
Apesar da ansiedade que ter um novo imóvel pode gerar, pense que as possibilidades de empreendimentos pela cidade na maioria das vezes são muitas, então, se houver algum ponto com o qual você não esteja satisfeito durante o processo de compra, dê um peso e uma atenção maiores para ele, que pode ser decisivo.

A dica mais importante é: não se precipite e entenda que essa decisão deve ser tomada com calma e analisada em todos os aspectos. Se você ficar perdido quanto aos principais pontos a se considerar, siga o nosso checklist abaixo para ver se o imóvel corresponde bem a todos os tópicos e, assim, se vale a pena investir.

1. Localização

Dê algumas voltas pelo bairro onde o imóvel que você tanto quer está localizado. Veja se ele tem boas opções de mercado, farmácia, padaria, academia, etc… coisas que poupem o uso do carro para necessidades básicas do dia a dia. Depois, pesquise os meios de locomoção e a proximidade com o trabalho dos membros da família.
Quanto tempo você vai demorar para ir e vir dos seus locais de costume? A região possui muito trânsito? Tem metrô? Ponto de ônibus próximo? Todas estas perguntas são essenciais na hora de analisar a localização de um imóvel.

2. Estado de conservação

Caso o imóvel que você busca seja novo, o estado de conservação dele tende a ser bem melhor, além de haver a possibilidade de acionar a garantia para qualquer defeito. Mas se o lar dos seus sonhos estiver em um imóvel usado, é importante averiguar cada cantinho.
Abra todas as torneiras e chuveiros, ligue e desligue os disjuntores, confira bem todas as paredes para tentar encontrar rachaduras e, se possível, obtenha um relatório do edifício com um arquiteto ou engenheiro. Assim você se sentirá bem mais seguro com a compra.

3. Tamanho a longo prazo

Se você é recém casado ou solteiro, pode até estar considerando comprar um estúdio de 30 ou 40 metros quadrados agora. Mas, como falamos, o financiamento de um imóvel pode durar vários anos. Assim o ideal é que você consiga vislumbrar uma parte do seu futuro na hora da compra do apartamento ou da casa.
Pretende se casar ou ter filhos pelos próximos 10 anos? Então aposte em um espaço um pouco maior, de 60 metros quadrados por exemplo, que contenha pelo menos um quarto a mais.

4. Posição do apartamento

Para quem mora em cidades muito quentes, esse tópico do checklist é muito importante. Isso porque se o apartamento recebe o sol da tarde, as chances de o calor ficar insuportável por um período muito maior do dia são bem grandes. Em geral, os imóveis que recebem o sol da manhã são mais valorizados, então se você tem a possibilidade de adquirir um que se encaixe nessa opção, priorize-o.

5. Segurança

Não só do bairro, mas a segurança do condomínio deve ser bem observada. Ao visitar o imóvel, veja como a portaria te recebe e com qual facilidade você consegue acesso à área de moradores. Converse com os vizinhos em potencial e pergunte sobre a violência do bairro e se já houve alguma dentro do próprio condomínio.

6. Área de lazer

Principalmente se você tem ou pretende ter filhos, a área de lazer do condomínio é importante. Como é muito mais perigoso que as crianças brinquem na rua hoje em dia, é interessante que elas tenham áreas para se divertirem longe dos computadores em casa e também para conviverem com outras crianças.
Além disso, pense nas ocasiões em que você pode receber os amigos, como feriados ou aniversários. Nestes casos, a churrasqueira e o salão de festas se tornam muito úteis.

7. Valor das parcelas

Agora que você já analisou os fatores físicos do imóvel, está na hora de considerar os aspectos financeiros. Quando finalmente eleger o seu futuro lar, vá aos principais bancos e faça simulações das parcelas.
É importante você saber que nem sempre a Caixa Econômica é a opção mais viável, apesar dos juros muitas vezes menores. Se você é correntista de um banco há muito tempo e possui uma boa linha de crédito, pode ser que o seu gerente consiga condições especiais de financiamento.

8. Condomínio

Além de considerar se as parcelas do imóvel caberão no seu orçamento a longo prazo, é imprescindível levar em conta o valor do condomínio, que quanto mais antigo mais caro será. Some a parcela do financiamento ao valor mensal do condomínio e veja se o resultado não comprometerá sua qualidade de vida.

Fonte: Zap Imóveis

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

O que não pode faltar no contrato de aluguel?


Você está pensando em alugar um imóvel? A tarefa é bem mais simples do que comprar, mas é preciso se atentar em alguns pontos. Quer saber o que não pode faltar no contrato de aluguel? Preparamos este conteúdo, pois, segundo alguns especialistas de mercado, esses documentos  podem ser delicados, pois como não é uma conclusão definitiva – imóvel ainda será devolvido, é preciso prestar atenção aos itens especificados.
Para te ajudar nessa missão, nós preparamos um conteúdo que explica quais são os itens básicos que não podem faltar no contrato de aluguel. Segundo a advogada Dra. Sabrina Rui, especializada em direito tributário e imobiliário, não é só os tópicos relacionados aos valores que devem ser observados.
Ainda segundo Sabrina, o contrato pode ser redigido pelo vendedor ou pela imobiliária, contanto que ambos conheçam muito bem o processo e as normas vigentes sobre locação de imóveis. Sabrina listou abaixo quais são os elementos fundamentais que você deve observar no momento da assinatura:
    • Dados básicos do inquilino, proprietário e do imóvel;
    • O termo de vistoria, com o máximo de detalhes possíveis, para que caso haja algum dano à propriedade, o causador seja responsabilizado, inclusive com fotos;
    • Valor do aluguel, multa em caso de atraso ou rescisão e índice e forma de reajuste;
    • Garantias de pagamento, seja fiador, caução ou seguro fiança;
    • Todas as despesas que deverão ser pagas pelo inquilino, tanto quanto pelo proprietário;
    • Período de vigência do contrato, que deve ser acordado por ambas as partes;
  • Assinatura de todos os envolvidos na transação e finalização do contrato, de preferência com reconhecimento de firma.
“Além do próprio contrato, também é necessário providenciar RG de todos os signatários, CPF dos signatários e laudo de vistoria do imóvel alugado”, explica a advogada. Caso o locador seja pessoa jurídica, também podem ser solicitados outros documentos”.
Quando atende a todas estas especificações, o contrato pode ter validade, o que torna mais fácil a transação, mas é sempre mais seguro ter assistência de algum especialista no ramo para garantir que nada fique confuso e evitar problemas posteriores.

Fonte: Zap Imóveis

O home office continua a agradar? Veja com Sandra Ramos:

   Passados vinte meses desde o início da pandemia, algumas pessoas nem mais se recordam de como eram suas rotinas com o trabalho presencial...